EFEITOS COLATERAIS

Sexta-feira, Dezembro 31, 2004

Médico alerta para o risco de se
sofrer choques térmicos no verão


O clínico-geral Flávio Dantas, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), afirma que, em dias quentes, entrar no mar ou em piscinas logo após tomar sol durante muitas horas, comer ou praticar exercícios físicos pode fazer mal à saúde.

Segundo ele, nestas circunstâncias, para que consiga manter a temperatura interna do corpo, o sangue fica mais superficial. Os problemas surgem quando o sistema circulatório é exposto a uma mudança brusca e obrigado a adaptar-se com rapidez.

"Este movimento da circulação pode prejudicar a irrigação sangüínea de diversos órgãos. Assim, o ritmo cardíaco pode ficar momentaneamente alterado e, quando atinge o cérebro, o problema pode levar até à inconsciência", diz.

Pessoas idosas, hipertensas ou que estejam tomando remédios diuréticos --ou mesmo algumas bebidas alcóolicas que têm esse efeito-- estão mais suscetíveis ao problema.

Em todos os casos, é recomendável procurar orientação médica com urgência.

Fonte: Folha

Olfato das mulheres é melhor

A noção de que as mulheres têm melhor olfato que os homens é, além de generalizada, correta. Foi o que demonstrou o primeiro estudo realizado na Europa sobre a capacidade olfativa da população em geral. Dele se deduz que as mulheres, de qualquer idade, são o segmento que tira melhores notas nas três variáveis analisadas: detecção e identificação de odores e memória olfativa. O olfato é certamente o mais antigo dos cinco sentidos do ser humano.

O trabalho, apresentado na semana passada pelos hospitais Clínic de Barcelona e Municipal de Badalona, foi realizado a partir de um questionário a qual responderam 11 mil leitores do jornal "El Periódico de Catalunya".

O resultado pode ser extrapolado para a população espanhola, afirma seu responsável, dr. Joaquim Mullol, coordenador da unidade de rinologia do hospital Clínic. As mulheres cheiram melhor, explica ele, "por motivos de anatomia e raiz genética. Em todo o mundo animal as fêmeas cheiram melhor para cuidar dos filhotes e como mecanismo de defesa".

O estudo, chamado Olfacat, também revela que o olfato é um sentido que se perde com a idade; entre 0,5% e 1% da população perdeu totalmente o sentido do olfato (anosmia) e 17% o perderam em parte (hiposmia). "São porcentagens que parecem pequenas, mas traduzidas para uma população representa muita gente", alerta Mullol: 17% dos 43 milhões de espanhóis são 7 milhões.

Para essas pessoas, não ter bom olfato não é vital, como o é para os animais --cheirando detectam alimentos em mau estado ou a presença de outro animal predador--, mas influi na vida diária.

"Nos seres humanos, o olfato tem uma importância mais lúdica, e é básico na vida afetiva e emocional. Por exemplo, está muito ligado ao centro da memória ou à escolha do par", explica.

Mullol cita casos dessas conseqüências na vida afetiva, como o de um homem que daria qualquer coisa para sentir o odor de seu filho, ou de pacientes que emagrecem porque, ao não poder cheirar a comida, não sentem apetite.

Os motivos pelos quais se perde o olfato são vários, mas os mais freqüentes são golpes na cabeça --que afetam as conexões do bulbo olfativo, que se encontra abaixo do lobo frontal--, infecções respiratórias como os resfriados --que podem destruir a mucosa olfativa-- e enfermidades neurodegenerativas.

Se a causa for uma inflamação, é possível recuperar o olfato com um tratamento de corticóides, segundo Mullol. A explicação para a perda do olfato com a idade é certamente o acúmulo das causas citadas, além do desgaste do sistema nervoso, que também afeta a visão e os reflexos.


Clara Bechar/Barcelona


Quinta-feira, Dezembro 16, 2004

Remédios com dipirona só podem
ser vendidos com receita médica


Os comprimidos de Neosaldina, Novalgina e todos os medicamentos que contenham no seu princípio ativo a substância dipirona só poderão ser comprados com a apresentação de receita médica. A decisão, em caráter liminar, já está em vigor e foi tomada pelo juiz Alexandre Vidigal de Oliveira, da 20ª Vara Federal de Brasília, atendendo uma ação civil pública do Ministério Público Federal.

A ação, movida pelos procuradores Luiz Francisco de Souza, Carlos Henrique Lima e Gustavo Veloso e acatada pelo juiz argumenta que há riscos para a saúde dos pacientes, que podem sofrer doenças como anemias, púrpura trombocitopênica e agranulocitose, que é a redução dos glóbulos brancos no sangue. O consumo de dipirona pode causar vômitos, hemorragia gastrointestinal, asma, tremores e náuseas, segundo estudos da Organização Mundial da Saúde e Conselho Federal de Farmácias repassados ao juiz. "A idéia da ação é acabar com a automedicação e reduzir os riscos dos pacientes", disse o procurador Luiz Francisco.

A dipirona é o analgésico e antitérmico mais usado no Brasil, onde é classificada entre as substâncias de venda livre pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em muitos países a venda é restrita ou está proibida. A Anvisa, no entanto, não considera que haja risco suficiente para exigir receita médica para a dipirona. Segundo informações prestadas formalmente pela agência ao juiz, "os riscos atribuídos à sua utilização em nossa população até esta data são baixos e os dados científicos disponíveis apontando a ocorrência destes riscos não são suficientes para indicar uma alteração de status regulatório".

A ação foi impetrada contra a Anvisa, responsável pela classificação dos remédios vendidos no Brasil, e o laboratório Hoechst do Brasil Química e Farmacêutica S/A, principal fabricante de medicamentos que utilizam dipirona. A Anvisa não informou se vai recorrer da decisão.

Riscos - "Após detida análise dos autos, e atento às informações preliminares prestadas pela Anvisa, observo que são profundas as divergências científicas quanto ao risco à saúde pelo uso da dipirona", escreveu o juiz na sentença.

Segundo a sentença, a Anvisa reconhece que, depois de 80 anos no mercado, a dipirona é alvo de controvérsias irremovíveis. A decisão é em primeira instância e pode ser contestada também pelos mais de 50 laboratórios que fabricam medicamentos à base de dipirona. A Hoechst, descobridora da substância, cedeu a patente a outros 50 pequenos laboratórios que passaram a fabricar medicamentos com este produto químico.


Agencia Estado


Domingo, Dezembro 05, 2004

leituras
se você pode:

- Começar o dia sem cafeína, nicotina ou tranqüilizantes;
- Comer, dia após dia, a mesma comida sem se queixar;
- Entender que água é a melhor coisa para lhe matar a sede;
- Entender quando existe tensão ao teu redor e evitar o perigo;
- Ser capaz de ficar indiferente diante da alta do dólar e da inflação;
- Ser capaz de compreender quando todos estão muito ocupados para te atender;
- Aceitar a crítica;
- Acalmar tua tensão sem precisar de auxílio médico;
- Ter pique para passar noites em claro, numa ótima;
- Dormir tranqüilamente a qualquer hora, em qualquer lugar;
- Relaxar ao final do dia;
- Desfrutar da carícia de uma mão querida em tua cabeça;

Então, é quase certo que você é...

... o cachorro da casa!


(autor do texto: desconhecido)


Sábado, Dezembro 04, 2004

A insônia também é herdada?

Quem passa a noite contando carneirinhos pode lançar a culpa às suas preocupações e aos seus genes. Pelo menos é o que acreditam os cientistas da Universidade da Califórnia ao demonstrar que a insônia é herdada geneticamente.

Além de determinar a cor de olhos ou de cabelo e o preconceito sofrer um pouco de doenças, nossos genes têm papel importante em nossos hábitos noturnos e na nossa capacidade (ou não) de sonhar com os anjos.

Esta é uma descoberta que, embora ainda precise ser melhor formalizada entre a comunidade científica, mas aponta para a certeza de que se pode trazer ou adquirir mudanças importantes do modo de enfrentar a insônia ou as suas causas, como a apnéia do sono e a inabilidade para dormir numa hora razoável.

Os investigadores da Universidade de Califórnia em San Diego (UCSD) apresentaram há pouco um estudo, chamado de "Pássaros Noturnos", demonstrando que aqueles que não podem ir logo para cama e se levantar cedo no dia seguinte sofrem a chamada "Síndrome do Sonho Deferido" (DSPS, em inglês).

Estas pessoas são incapazes de se desvencilhar das novelas de televisão ou no caso de muitos adolescentes, dos jogos de vídeos, sem se preocupar que são suas responsabilidades o dia seguinte. Elas sofrem um desequilíbrio no seu sistema bioquímico e não podem fazer nada para evitar isto, de acordo com Daniel Kripke, o professor de Psiquiatria dessa universidade.

Kripke mostra que quase todos os organismos vivos têm relógios que trabalham em ciclos de 24 horas e que eles são coordenados com as 24 horas do dia, e chega a mencionar estudos prévios que acharam variações genéticas que retardam ou avançam esse relógio. "Nós acreditamos que há muitos mais genes que causam esta síndrome", disse Kripke.

Para provar isto, a equipe dele recrutou 200 indivíduos, todos eles "pássaros noturnos" para um estudo ao longo dos próximos três anos a fim de demonstrar o que se pode fazer para ir na hora certa para a cama.

Esta não é a primeira vez que a relação insônia e o material genético é investigada.

Na realidade, uma forma de insônia muito estranha mas mortal que leva aos que sofrem a falta de sonho, que habitualmente acontece entre os membros de uma mesma família.

Até agora, porém, não tinha sido aprofundado tanto na investigação das causas de uma deficiência que ataca cerca de 30 por cento da população e que é responsável, mais ou menos, por acidentes de trânsito, trabalho ou baixa produtividade.

Outro estudo publicado na edição deste mês da revista ¿Twin Research¿ revela que os genes são responsáveis, mais ou menos por 50 por cento dos casos, das desordens mais habituais ao dormir, dos roncos e do movimento involuntário e sistemático das pernas.

Estes cientistas estudaram os hábitos dos gêmeos de 2 mil irmãs sonham, enquanto se lembram de outros fatores como a obesidade ou fumando, antes de chegar àquela conclusão.


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